Charge
Trilha original orquestral híbrida para um curta de ficção científica feito no Blender, composta para a imagem.
Charge se constrói em torno de dois leitmotivs que sustentam o arco emocional do filme. O primeiro é um tema de “o homem e sua máquina” — uma melodia simples e cantável, G–C–G — que entra tensa e fragmentada sob a ação de abertura, recua para um piano intimista na virada nostálgica do filme e então se abre, triunfante, com toda a força dos metais e cordas quando o ciborgue ganha vida. Contra ele, um motivo robótico mais sombrio, grave no cimbasso, surge primeiro como ameaça e retorna transformado no desfecho. A trilha é orquestral híbrida — construída com o plugin da BBC Symphony Orchestra, percussão em camadas e sintetizadores para o ponto de vista do robô, contra orquestra pura para o do homem — com tempo e métrica mutáveis (7/8 para a frieza do robô, 5/8 para o momento em que ele “se quebra”) conduzindo as seções agressivas antes de resolver num fecho caloroso e esperançoso. Escrita sob medida para a marcação do diretor e mixada para caber sob os diálogos e efeitos sonoros já presentes no filme, sem nunca engoli-los.



