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Faculdade de produção musical: será que vale a pena?

Uma das perguntas que eu mais recebo é: “Chrys, fazer faculdade de produção musical vale a pena?”. Aqui eu explico como ela funciona — e conto a minha experiência pessoal, sem filtro.

O que um produtor musical faz?

A produção musical é o processo por trás de toda música que você escuta — da composição à versão final masterizada. Na minha visão, existem 3 tipos de produtor:

1 · O produtor de artistas e bandas — pense num diretor de cinema: ele cria a visão do projeto, orienta artisticamente os músicos e coordena a sessão de gravação, trazendo insights criativos e observações sobre performance e escolhas técnicas.

2 · O produtor de beats e música eletrônica — cria todos os instrumentos sozinho, dentro do computador, com controlador MIDI, instrumentos virtuais e sintetizadores. É o “music producer” que vem à cabeça do americano.

3 · O produtor híbrido — as duas coisas ao mesmo tempo: produz artistas, é engenheiro de áudio e cria sons virtuais realistas misturados com instrumentos reais, a ponto de o ouvinte não distinguir o que foi tocado do que foi sintetizado. Eu sou um produtor híbrido — comecei músico, virei engenheiro de áudio e depois produtor.

Vale separar os papéis: produtor musical não é o mesmo que engenheiro de áudio (o responsável técnico pela gravação, escolha e posicionamento de microfones, operação da interface/mesa) — e produtor musical também não é produtor fonográfico, que é quem detém os direitos do fonograma (em geral, quem bancou a produção). E se você usa uma DAW pra criar ou gravar música — você já é um produtor musical.

Vale a pena fazer o tecnólogo de produção musical?

Minha resposta honesta: se você é jovem, tem tempo de sobra, dinheiro pra pagar e já é um bom músico — talvez. O grande valor real é o networking: estar num ambiente focado, com gente do seu nicho, trocando conhecimento.

Mas não espere sair empregado nem famoso. Produtor musical nunca é contratado por diploma — é contratado por portfólio, conexões, experiência e MUITA dedicação. Com as habilidades que você ganha dá pra ter um salário digno, mas o trabalho real costuma ser som pra cinema, publicidade, eventos corporativos, audiovisual — bem distante do glamour que o marketing das faculdades vende.

Eu fiz quase 2 anos de faculdade de produção musical na Anhembi Morumbi. No primeiro ano, 70% das matérias eram as mesmas da turma de música — e a sensação era de grade curta, cobrindo só o básico. O investimento total passava de R$ 36 mil (valores de 2022). Hoje, dando aula em duas universidades no Canadá, mantenho a mesma opinião: pra maioria das pessoas, o tecnólogo não vale o preço.

Se o que você quer é a formação musical ampla (instrumento, teoria, harmonia, análise, história), a graduação em música entrega muito mais grade — mas quase nada de produção.

O caminho direto

Agora, se o seu objetivo é aprender produção musical de forma completa e aplicada — do home studio à faixa finalizada — foi exatamente pra isso que eu construí o Produtor Pro: ~35 horas diretas ao ponto, do zero ao profissional, com o plugin Magic Vocals, pacote MIDI e os cursos de 3 DAWs inclusos, por uma fração do custo de um semestre de faculdade. Você estuda no seu ritmo, foca no estilo que te interessa e começa hoje.